31 jul ZF continua trajetória de melhoria de seu desempenho
- Margem EBIT ajustada aumenta para 5,0% no primeiro semestre de 2026, ante 4,3% no primeiro semestre de 2025
- Crescimento orgânico das vendas de 0,5%, apesar do cenário de mercado ainda desafiador; vendas alcançam 19,3 bilhões de euros
Friedrichshafen, Alemanha. A ZF Friedrichshafen AG melhorou seu desempenho operacional no primeiro semestre de 2026. A empresa elevou sua margem EBIT ajustada para 5,0%, em comparação com 4,3% registrados no mesmo período do ano anterior. O EBIT ajustado atingiu 964 milhões de euros (2025: 853 milhões de euros). As vendas totalizaram 19,3 bilhões de euros, frente aos 19,7 bilhões de euros registrados um ano antes. Embora as vendas tenham recuado 2,0% em termos nominais, a ZF alcançou crescimento orgânico de 0,5%, mesmo diante de um ambiente de mercado persistentemente desafiador. O fluxo de caixa livre ajustado aumentou 524 milhões de euros, alcançando 989 milhões de euros.
“A disciplina de custos e um foco ainda maior no desempenho operacional e em produtos que geram valor começaram a produzir resultados”, afirmou Mathias Miedreich, CEO da ZF, nesta quinta-feira, em Friedrichshafen. “O ambiente continua desafiador, mas estamos avançando de forma consistente. Cada passo melhora nosso desempenho e fortalece nossa flexibilidade financeira.”
Resultados financeiros do primeiro semestre de 2026
Entre janeiro e junho de 2026, a ZF registrou vendas de 19,3 bilhões de euros (2025:19,7 bilhões de euros), representando uma queda nominal de 2,0%. Desconsiderando os efeitos cambiais e de fusões e aquisições (M&A), as vendas apresentaram crescimento orgânico de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O EBIT ajustado alcançou 964 milhões de euros (2025: 853 milhões de euros), resultando em uma margem EBIT ajustada de 5,0% (2025: 4,3%). O fluxo de caixa livre ajustado totalizou 989 milhões de euros (2025: 465 milhões de euros). O desempenho positivo do fluxo de caixa foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da desempenho operacional e pela manutenção de uma gestão disciplinada dos investimentos.
“Ambos os fatores fortaleceram ainda mais nossa capacidade de geração de caixa”, afirmou Michael Frick, CFO da ZF.
O fluxo de caixa foi impactado temporariamente por pagamentos relacionados a provisões para reestruturação constituídas em períodos anteriores. Esses desembolsos superaram os registrados no ano anterior, mas continuam sendo uma parte importante do processo de transformação de longo prazo da empresa.
O foco contínuo da ZF em seu portfólio de produtos também se reflete na redução dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e dos investimentos em propriedades, instalações e equipamentos. As despesas com P&D diminuíram cerca de 7%, totalizando 1,6 bilhão de euros, o que corresponde a um índice de 8,2% das vendas. Os investimentos em propriedades, instalações e equipamentos foram reduzidos em aproximadamente 19%, para 600 milhões de euros.
Em 30 de junho de 2026, a dívida líquida da ZF era de aproximadamente 9,8 bilhões de euros. O índice de alavancagem melhorou para 2,75 vezes, ante 2,98 vezes registrados no encerramento de 2025. A liquidez disponível superou 7 bilhões de euros, incluindo uma linha de crédito rotativo de 3,5 bilhões de euros, ainda não utilizada, com vencimento em 2029.
Na mesma data, a ZF contava com 149.675 colaboradores em todo o mundo, uma redução de pouco mais de 2% em relação ao final de 2025, quando o quadro era de 153.153 empregados. Na Alemanha, o número de colaboradores caiu mais de 4%, passando para 47.068, ante 49.210 no encerramento de 2025.
Perspectivas para 2026 são mantidas
Olhando para o restante do ano, Michael Frick afirmou que a ZF continua bem posicionada para alcançar as metas estabelecidas para 2026, incluindo vendas superiores a 38 bilhões de euros.
A margem EBIT ajustada de 5,0% registrada no primeiro semestre situa-se no limite superior da faixa projetada pela empresa, de 4,0% a 5,0%.
“Isso demonstra que nosso programa de desempenho está ganhando força de forma consistente”, afirmou Frick. “Aliado a uma gestão disciplinada de custos e à continuidade das medidas estruturais, esse resultado nos posiciona de maneira sólida para seguir melhorando nosso desempenho ao longo do restante do ano.”
A ZF também mantém a expectativa de atingir sua meta anual de mais de 1 bilhão de euros em fluxo de caixa livre ajustado.
Ao mesmo tempo, Frick destacou que o ambiente de mercado continua marcado por elevada volatilidade, especialmente em razão das tensões geopolíticas. Segundo ele, os impactos econômicos dessas mudanças ainda não podem ser avaliados integralmente. Além disso, as melhorias esperadas nas condições de negócios na Alemanha e na Europa ainda não se concretizaram. Para a indústria automotiva, esse cenário continua impondo um ambiente desafiador, que exige foco permanente em desempenho e competitividade.
